domingo, 1 de fevereiro de 2015

Doença de Alzheimer é revertida em paciente

SERÁ A CURA?

Postado por Simone de Moraes 

Crédito : Reprodução
A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez no Canadá e com sucesso. Uma equipe de investigadores canadenses, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, diretamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença. O estudo vem publicado na «Annals of Neurology».
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.
Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.
Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos elétricos para o cérebro através de eléctrodos implantados.
O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurónios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.
Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida.
Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e que necessita de mais investigação. A equipa vai agora iniciar um novo teste que envolvem 50 pessoas. 
 Fonte: Ciência Hoje 

Elizabeth Schimitt, a musa do Londrina Lec tubarão


OSVALDO MILITÃO
 
A Musa do Londrina

Divulgação
Elizabeth Schimitt, começa este mês de fevereiro, sabendo que comparecerá a todos os jogos do Londrina no Campeonato Paranaense que se inicia. O departamento de marketing do Tubarão prepara uma movimentada pauta de eventos esportivos, sociais e filantrópicos para a escultural Musa do Londrina

Cantora Gisele Almeida de Londrina

Uma varanda londrinense

Valéria Félix/DivulgaçãoCantora Gisele Almeida lança na terça-feira um CD virtual no qual interpreta canções assinadas somente por compositores pé-vermelhos

"Conversa de Varanda" traz ritmos como fado, samba, bolero e hip hop: "Existe uma linha poética tênue que une canções tão diversas e de estilos tão diferentes", analisa a cantora
 
Em uma simpática casa da Vila Brasil a cantora Gisele Almeida recebeu compositores londrinenses de diversos estilos para falarem sobre seus processos criativos e apresentarem algumas de suas canções. Dez encontros foram promovidos em 2014 e deram origem à websérie "Conversa de Varanda", projeto que tem continuidade este ano com o lançamento de um CD homônimo com as 10 composições apresentadas no programa e que ganharam interpretação da artista. Gravado em Londrina, com pós-produção em São Paulo e masterização nos Estados Unidos, o álbum será lançado pela internet na terça-feira, com download gratuito.

"Esse projeto surgiu em 2103 da vontade de colocar em evidência a cena da canção em Londrina, pois muitos compositores não são conhecidos do grande público por não estarem necessariamente envolvidos com a vida noturna da cidade", argumenta Gisele. Entre os compositores escolhidos por ela estão Karen Debértolis, Bernardo Pellegrini, Bruno Morais e Fábio Brinholli.

Ainda na fase de gestação do projeto, a cantora conta que o universo passou a conspirar a seu favor. "Foi incrível pois ainda durante a fase de planejamento encontrei alguns deles por acaso no Calçadão e outros começaram a me procurar para apresentar canções. Em pouco tempo já estávamos com o repertório montado", relata.

Apaixonada pelas canções que foram chegando às suas mãos, a cantora conta que partiu para a produção da websérie. "Esse trabalho foi realizado no decorrer do ano passado. Em setembro entrei para gravar o CD 'Conversa de Varanda', que teve arranjos coletivos e produção local de André Siqueira e Mateus Gonsales. Já a pós-produção foi feita em São Paulo pelo Daniel Bozzo e Marcelo Cabral, que trabalhou com o Criolo e outros artistas conhecidos", relata a cantora.

Ela conta que a ideia era fazer a masterização também em São Paulo, mas, devido a problemas de agenda, foi preciso escolher outro local. "O Marcelo entrou em contato com o Felipe Tichauer, que é amigo dele e que acabou aceitando fazer o trabalho no estúdio Red Traxx Music, em Miami, onde trabalha. O Felipe também já trabalhou com artistas de projeção nacional como a Banda do Mar, Black Alien, Lucas Santtana e Marcia Castro", destaca Gisele.

Mesmo contando com apoio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic) no valor de R$ 46 mil, a cantora revela que teve que fazer algumas adaptações no orçamento para conseguir viabilizar a produção do CD. "O Promic patrocinou a criação do site da webserie e a gravação do CD. Já a captação audiovisual dos encontros foi feita em parceria com a Kinoarte, que trabalhou no projeto de forma voluntária. Tive muita sorte de contar com o know-how do André Siqueira nas gravações do disco em Londrina. O Marcelo Cabral e o Felipe Tichauer acreditaram tanto neste projeto que aceitaram trabalhar nele por um valor muito menor do que estão acostumados. Valeu muito a pena ter contado com eles pois a sonoridade do disco ficou espetacular e bastante contemporânea, exatamente como eu desejava", avalia.

O talento dos compositores londrinenses também é enaltecido por Gisele. "Existe uma linha poética tênue que une canções tão diversas e de estilos tão diferentes. Essa diversidade de estilos é também uma forma de chegar ao meu público, que é muito variado, pois nos últimos anos tenho cantado música brasileira, jazz e blues. No disco tem fado, samba, bolero e hip hop convivendo harmonicamente. Quase todas são inéditas, apenas três já haviam sido gravadas por seus autores", enfatiza.

O lançamento do CD físico está previsto para o próximo mês. "Tenho shows de lançamentos agendados para os dias 5 e 6 de março, no espaço Sesi Cultural. Depois disso pretendo marcar shows em outras regiões do País para divulgar o disco", ressalta. O download do álbum poderá ser feito a partir de terça-feira no site www.giselealmeida.net, onde também estão postados os vídeos do projeto "Conversa de Varanda".

Faixas do disco

Prometeu (Bernardo Pellegrini)
Planos (Bruno Morais/Marcela Biasi)
Insuspeito (Karen Debértolis/ Rafael Fuca)
Nosso Carnaval (Rafael Fuca)
A Queixa di sinhá (Fischer Seixas)
Rodar, dançar (correr perigo) (Miguel Arruda)
Viril (Carolina Sanches)
Tinhosa (Giovani Viecili, Guido Toledo)
Grande Avenida (Fábio Brinholli)
Um Gayatri (João de Carvalho)
Marcos Roman
Reportagem Local

José Eduardo Vieira do Bamerindus morre aos 76 anos

FOLHA DE LONDRINA

Morreu na manhã deste domingo (1º), aos 76 anos, o empresário José Eduardo de Andrade Vieira, dono do Grupo Folha de Comunicação. O empresário estava internado no hospital e faleceu por volta das 6h em decorrência de uma parada cardiorrespiratória.

A vida de José Eduardo foi marcada por momentos significativos tanto na área política como na econômica. O empresário presidiu o Banco Bamerindus entre os anos de 1981 e 1997, quando a instituição foi vendida ao HSBC. Em 1992, ele entrou como sócio da Folha de Londrina, e em 1999 assumiu a superintendência do jornal.

O empresário também foi um dos primeiros senadores eleitos após a redemocratização do Brasil e ocupou funções importantes nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, na década de 1990.

Vieira foi ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo no governo Itamar, e acumulou, entre 1991 e 1993, o Ministério da Agricultura na gestão do então presidente. Dois anos depois, já no governo do amigo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Eduardo voltou a ser ministro da Agricultura, e ficou no cargo até 1996.

O empresário, ex-senador e ex-ministro deixa sete filhos: Germano, Edson Luís, Alessandra, Tânia, Juliana, Cláudio e Alexandre.


Trajetória econômica
O espírito empreendedor e incentivador sempre foram características presentes da personalidade de José Eduardo. Assim como a maior parte de seus irmãos, ele nasceu e se criou em Tomazina e, posteriormente, aos 18 anos, já morando em Curitiba, começou a trabalhar dentro do Banco Bamerindus, fundado por seu pai, Avelino Vieira. O empresário atuou como auxiliar de cobrança interna e caixa no início de carreira e foi galgando posições conforme sua experiência, chegando a chefe de seção, gerente, diretor e, finalmente, vice-presidente no ano de 1974. Ele assumiu a presidência em 1981 e só deixou a função após a venda da instituição ao HSBC.

Sua postura simples e direta servia como incentivo para seus funcionários. Fruto disso é que, sob sua gestão, o banco pulou de oitavo para o terceiro lugar no ranking do setor. Conforme João Antônio Neto, que trabalhou por 36 anos no Bamerindus, até se aposentar em 1994, José Eduardo costumava dizer que gostava de ser franco e direto, sem meias palavras. "E, por isso que era uma instituição diferente. Os funcionários eram estimulados constantemente, até mesmo pela postura de simplicidade adotada pelo presidente. Um dos motivos do sucesso do banco era que o seu Avelino (pai) repassou ensinamentos aos seus filhos, e isso era perceptível quando o José Eduardo estava a frente dos negócios", destaca.

Trajetória política

"Nós temos que escolher as pessoas certas em quem nós vamos votar. Todos nós estamos frustrados, estamos brabos, estamos aborrecidos com os políticos. Todos nós estamos cansados de esperar por dias melhores. E por isso que eu estou entrando na política." A frase marcou a campanha de José Eduardo, então do PTB, ao Senado no final da década de 1980. Embora tivesse começado a campanha atrás dos demais candidatos, com apenas 5% das intenções de votos, conforme as pesquisas eleitorais, o "banqueiro rebelde", de acordo com pesquisa feita pela professora Luciana Panke, em seu trabalho de mestrado, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), conquistou a confiança dos paranaenses e cravou 1.036.787 votos (41,9%).

Eleito senador, José Eduardo foi autor de propostas sempre voltadas aos trabalhadores. Viveu um dos cenários políticos mais conturbados do País, com o impeachment de Collor, em 1992. Passada a turbulência, era preciso recomeçar e a atuação no parlamento rendeu ao empresário o convite do presidente Itamar Franco, também do PTB, para o comando dos ministérios da Indústria, do Comércio e do Turismo e da Agricultura.

À frente dos dois ministérios, José Eduardo teve uma atuação que trouxe resultados positivos para o setor produtivo do Paraná. O assessor da presidência da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Carlos Augusto de Albuquerque, afirma que Vieira foi fundamental na criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A pedido do ex-presidente da Faep, Paulo Ribeiro, o empresário desengavetou o projeto que criava a iniciativa. Segundo Albuquerque, o projeto foi incluído na Constituição Federal de 1988, mas ficou parado no Senado. "Vieira desengavetou o projeto e fez andar. E, por este motivo, foi homenageado pelo Senar e Faep há uns três anos", conta.

Já como ministro da Agricultura, Vieira sempre foi um bom interlocutor entre a agricultura do Estado e o governo federal. "Foi um bom ministro e representou bem o Paraná", ressaltou Albuquerque. Ele lembra ainda que a produtividade do país começou a alavancar na agricultura nos anos 90.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, quando ministro de Indústria e Comércio, Vieira teve uma gestão mais voltada para o empreendedorismo. "Tenho profundo respeito e admiração pelo homem (José Eduardo de Andrade Vieira) e pelo banco", afirma Campagnolo, que trabalhou no Banco Bamerindus no início de sua carreira. Segundo ele, a instituição ajudou a transformar a produção do Paraná nas áreas de indústria, serviços, comércio e agricultura. "Era difícil uma cidade do Paraná que não tivesse uma agência do Bamerindus", destaca.

LÉLIO CESAR LONDRINA